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“Você sabe com quem está falando???”

Por Pensamentos Imperfeitos Publicado em 06 de abril de 2010 Atualizado em 18 de agosto de 2026 6 min de leitura
Parece que os fatos surgem propositalmente, para que todos vocês que acompanham este blog, fiquem a par de tudo o que acontece por aqui, do lado de dentro dos portões do DPF.
Como a maioria deve saber, há quase três anos coordeno o Núcleo de Imigração da Delegacia de Niterói. Costumamos dizer que o setor de passaportes é o cartão de visitas da Polícia Federal, uma vez que é ali que o cidadão de bem tem seu contato mais próximo com a instituição. Graças aos membros da equipe que trabalha comigo por aqui, nosso Núcleo é referência de bom atendimento no Rio de Janeiro.
Narrarei, então, um fato ocorrido aqui ontem ( dia 05 de Abril de 2009 ). Eu não estava presente nos primeiros momentos, mas fui informado que um rapaz, de aproximadamente um metro e meio de altura, jovem, aparentando ter uns trinta anos, pediu para falar com o Coordenador. Minha amiga, colega de turma e grande servidora, APF W., perguntou ao usuário sobre o que se tratava, visto que o Coordenador não se encontrava no momento e o mesmo respondeu que não falava com subalternos, pois era oficial médico do Exército e queria ser atendido naquele momento, pois tinha razões para isso.
Prontamente, sem perder a calma, que é uma característica dela, W. informou que para ser atendido sem estar agendado eletronicamente, era necessário que o usuário comprovasse seu estado de urgência, no que o mesmo fez a arcaica pergunta a ela:
“Você sabe com quem está falando?”
Imediatamente, o meu Coordenador substituto entrou na discussão e o homem que se identificou como oficial, começou a disparar impropérios, dizendo que a Polícia Federal é uma bagunça, que ele tinha prioridade por estar na escala de serviço do dia seguinte no quartel…( Parece coisa de maluco, não é mesmo? )
O indivíduo foi de uma arrogância tão grande, que até policiais caracterizados por uma grande paciência ficaram irritados com ele. Isso fez com que, no momento em que eu regressava para o Núcleo, tivesse a informação sobre o que estava acontecendo e sobre a postura do pretenso oficial médico.
Entrei no setor, coloquei meu distintivo e saí para perguntar quem estava querendo falar com o Coordenador. O indivíduo levantou ( na verdade, acho que a altura era de 1,45m ) e disse que queria falar com o Coordenador Sandro ( meu nome é falado milhares de vezes por aqui. Resolvedor-mor é um cargo que assumi em paralelo ).
Quando eu disse que EU era o Coordenador Sandro, para a minha surpresa e de todos que estavam na sala de espera, o rapaz me olhou de cima a baixo e, duvidando totalmente de que eu era eu mesmo, pediu minha identificação. Certamente, achou que o Coordenador seria um engravatado. Ocorre que uma das minhas primeiras atitudes como Coordenador de área, foi abolir a gravata por aqui.
Mostrei minha identificação, já sem muita paciência por estar ciente de todo o tumulto que o rapaz estava causando no Núcleo, e pedi a identidade dele. Realmente era médico.
Eis que o indivíduo começou a dizer que precisava ser atendido sem agendar, pois era oficial do Exército e estava de serviço no dia seguinte. Então, eu disse o que costumo dizer para QUALQUER usuário com o mesmo problema;
“Traga um documento que comprove seu estado de urgência, que o senhor será atendido sem a necessidade do agendamento.”
O mesmo ainda tentou argumentar, dizendo que o documento estava disponível na internet e que eu poderia entrar na web e procurar. Mantendo uma calma que nem eu sabia que tinha, disse que quem tinha que trazer o documento era ele, que era o interessado, e que eu não iria procurar nada na internet. Ainda disse que aceitaria um fax do oficial superior dele, se fosse o caso, mas ele insistiu com a internet.
Coloquei o computador de auto-atendimento do Núcleo à disposição dele e momentos depois o provável oficial voltou dizendo que o aplicativo para abrir o documento não estava instalado no computador e que eu TINHA que ir lá ver na tela.
Buscando mais uma dose cavalar de paciência, mandei-o procurar uma Lan House ou um computador de onde ele pudesse extrair o documento, pois existe um procedimento aqui que é o de escanear os documentos que comprovam a urgência do pedido, para manter a transparência do processo.
No meio da discussão ( os diálogos foram sempre travados em volumes elevados ), um cidadão que estava na sala de espera se levantou e disse o seguinte:
“Escuta aqui, senhor oficial. Eu sou cidadão brasileiro, estou assistindo tudo, a maneira deselegante com a qual o senhor está agindo e gostaria muito de saber em que o senhor se acha melhor do que nós, que agendamos atendimento, para vir até aqui criar uma confusão desse tamanho? O senhor por acaso se acha melhor que nós, por ser oficial das forças armadas?”
O “gigante” ainda tentou ensaiar uma resposta, mas cortei rapidamente, mandando-o procurar o computador compatível.
Minutos depois, voltou com uma escala de serviço de um batalhão do Exército ( do qual sinto muito orgulho ), onde seu nome aparecia algumas vezes. Então, fiz a pergunta capital:
“Muito bem…então me diga, que dia o senhor vai viajar para o exterior?”
Para a minha surpresa e de todos ali, ele respondeu que sequer tinha comprado passagem ou planejado viagem. Acreditem. O indivíduo queria ser atendido sem agendar, porque no entendimento dele, por ser oficial militar teria essa prerrogativa. Nós sempre procuramos compreender as demandas das instituições que consideramos “irmãs”, como é o Exército. Mas o pedido sempre é feito dentro da maior humildade e camaradagem, que não foi o caso.
Diante da falta de comprovação de viagem marcada, neguei o pedido. E para fechar com chave de ouro o tumulto, ouvi a seguinte pérola:
“Então você vai escrever porque está negando e vai assinar, aqui na minha escala de serviço, para eu mostrar para o Coronel e ele tomar as providências cabíveis!”
Definitivamente, o “gigante” de um metro e trinta não estava bem emocionalmente. Aumentou a voz, bateu no balcão exigindo que eu assinasse o papel que ele levava. Será que acredita que o mundo é um prolongamento do quartel onde trabalha?
Pela primeira vez, aconselhei um usuário a agendar atendimento em outra unidade. Minha calma estava no fim. Já não queria mais ouvir gritos insanos por nada. Por capricho, por desvio de comportamento, por falha de caráter, sei lá…
O fato é que endureci mesmo.
Depois, até ri bastante…mas no momento, sem chances de entendimento.
Assim que entramos na Academia Nacional de Polícia, observamos um cartaz, onde está escrito:
“Nunca seja arrogante com os humildes. Nunca seja humilde com os arrogantes.”
É isso.

Sobre este texto

Conteúdo autoral e opinativo, escrito a partir de experiências e leituras pessoais do autor. Reprodução permitida desde que citada a fonte e mantida a integridade do texto.

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32 comentários

  1. Sandro é o segundo post seguido que percebo que há uma tolerância acima do comum. Essa tolerância é geral? Por ele ser militar e o ultimo caso ter sido com um gerente da CEF que tb é um órgão público, é pensado 2x antes para evitar problemas internos ou é coincidência?
    Espero não ter me expressado mal.
    Acredito que hoje em dia, os direitos humanos são tantos que as pessoas tem abusado disso e não apenas usado como um direito.
    []s

  2. Petterson,
    Realmente essa tolerância é com qualquer pessoa. Existe um Delegado amigo meu que diz que com as pessoas de bem,quando a Polícia exerce um trabalho administrativo, tem de ser melhor do que em sua atuação investigativa.
    Concordo.
    Todos aqui estão neste Núcleo por sua extrema capacidade de lidar com o público e os diversos tipos de stress, decorrentes disso. E não são poucos os problemas. Até porque o público já chega aqui com a idéia pré-concebida de que será mal atendido por nós. Em todo o serviço público, já passou da hora de mudar essa idéia que a sociedade faz de nós. Por isso, administro este setor como se fosse uma empresa privada. Com metas e planejamento operacional estritamente seguido, colocando o público em primeiro lugar.
    É isso.

  3. Trabalhar com o público não é mole mesmo não. Muitas pessoas descarregam sua ira em quem aparecer na sua frente.
    Confesso que se trabalhasse junto com vcs neste setor da PF iria ter uma aula de paciência.
    Quantas pesoa vc coordena Sandro?

    abra;o

  4. Sandro, as FFAA vêm sendo sucateadas ao longo de 25 anos. Os baixos soldos acabou por migrar bons profissionais para o setor privado. Existem os profissionais, óbvio. No entanto a carencia, principalmente na area de saude, obriga as fileiras a recrutar homens e mulheres com curso superior e sua formação em R/2 ou Aspirante a Oficial Subalterno são necessarios. Isso nao justifica mas explica, o que muitos desses profissionais sequer manusearam uma pistola um fuzil ou lidou com explosivos, um curso teorico e pratico básicos apenas. Ao ingressar nas FFAA tambem esta escrito: Seja complacente com seus subordinados e obsequioso com os superiores hierarquicos. Não sei o porque, mas o verbo pedir desculpas, inexiste no vernaculo Militar, posto que inaceitavel é o erro seja de qualquer natureza.
    No entanto, vergonha é algo que qualquer cidadão de bem sente, ou deveria, que é justamente o que eu estou sentindo no momento.

    FA

    Paulé

  5. Fala sério, hein Sandro!!! Cada dia, uma nova palhaçada acontece! Tem coisas que só o Numig oferece pra você, hehehe! A sorte desse povo é você e o Antunes serem muuuuito gente boa pra aturar tudo isso, em outras dpf's num dão essa liberdade toda!

    Grande abraço!

    Fernando
    DICRE/CGPI

  6. É,eu confesso que não sei lidar muito bem com gente arrogante,tenho repulsa e muita pena dessa raça,botar um desse pra correr deve ser maravilhoso.Mas com certeza foi uma pobre alma uma valorosa lição,basta aproveita-lá.

  7. federalecivil,
    Coordeno 18 pessoas, entre contratados, agentes administrativos e policiais federais.

    Paulé,
    Irmão,
    Um dos maiores orgulhos que tenho na vida é o de ter participado de treinamentos com a Força Opositora, no 1º BFE. Grandes homens. Grande instituição.
    Não se sinta envergonhado.
    Um indivíduo como esse, não é sequer representado por porcentagem dentro das Forças Armadas. Posso dizer que quase 100% são pessoas com consciência. E aqueles que não têm consciência, não chegam perto das atitudes descritas.
    O indivíduo citado, certamente, sofre de problemas emocionais sérios.
    É uma honra ler um comentário seu aqui.
    Abraço grande.

    Sandro

  8. Um belo texto. Confesso que fiquei surpreso com tamanha passividade, mas isso que diferencia você do "gigante".

    Um grande abraço…

  9. Victor,
    Acho terrível.
    Jamais entrei em atrito com colegas de qualquer força em serviço, mesmo discordando da ação.
    Afinal, de que lado estamos?
    Esse colega que você citou não deve ser caso isolado. Muito pelo contrário. Mas tenha a certeza de que eu jamais colocaria panos quentes numa situação como a que você descreveu.
    Um abraço

  10. Grande Sandro, sempre nos brindando com lições práticas!!

    É como diz o ditado, vc é a pessoa certa na função certa!
    Parabéns pelo excelente trabalho.

    Abraço.

  11. Um cara desses nao e militar aqui nem na china!!
    R2 mimado, que acha poder tudo pelo fato de estar quebrando um galho no EB!!!
    Humildade acima de tudo Sandro!!
    Parabens pela exemplar atitude!! Mas da proxima, nao de moral pra um louco desse. Ja ouviu falar: "menino e macaco e a mesma coisa"? So querem um "pezinho". 🙂

  12. Quem lida com o público sabe disso. Com educação você resolve mais de 90% dos problemas. Os 10% são proibidos por lei e ai não há como transigir.
    Parabéns!

  13. Sandro, quando li a parte "Coordenador Sandro ( meu nome é falado milhares de vezes por aqui. Resolvedor-mor é um cargo que assumi em paralelo)", não resisti, chamei um tal de "Mario Diniz" para ler!!!!!!!

    Parabéns pelo texto, parabéns pela competência e, principalmente, parabéns pela paciência!!!!!

    Tatiana Diniz.

  14. Federal,
    Até dava…mas a experiência mostra que isso traz apenas transtornos e nada mais.

    Jjao,

    Estou coordenador de Imigração.
    Durante 10 anos trabalhei em Operações, da Delegacia Fazendária e do Núcleo de Operações da Delegacia de Niterói.
    Entre 2003 e 2006 chefiei a unidade tática da Delegacia de Niterói, chamada de Grupamento de Pronto Emprego (GPE).
    Dezenas de Operações fora da base.
    Vitória,
    Cuiabá,
    Campo Grande,
    Anápolis,
    Goiânia,
    Manaus,
    Floresta Amazônica,
    São Paulo,
    Belo Horizonte, entre outras cidades.
    Se você não é policial federal, até consigo entender sua falta de informação.
    Mas se é…só tenho a lamentar.

  15. Sandro

    Típico sujeito que não merece vestir a farda que veste.

    Pegando pesado não dava para enquadrar o sujeito em Concussão, Corrupção Passiva ou Advocacia administrativa?

    Ou de forma mais light seria só ligar para o batalhão e comunicar ao Subcomandante que o oficial X está se portando de maneira inadequda, manchando o nome da instituição na frente de populares que o mesmo ia tomar umas "clicadas".

    Jef_cmm: Se R2 é quebrador de galho, então quebrei várias árvores, pq me voluntariava para mais missões que a maioria dos oficiais de carreira e ainda fazia facul a noite, qdo não estava em alguma estrada longíqua. Tem R2 bom e lixo, tem oficial de carreira bom e lixo. O caráter vai muito além da escola de formação.

  16. Jjao,

    Como pode ser tão ignorante??
    Bem se vê que não entende nada de polícia. Muito menos da Federal.
    Todo policial, em algum momento da carreira, acaba trabalhando na Marítima, que hoje é chamada de Imigração.
    É um trabalho árduo. O passaporte é apenas uma das facetas desse especialidade. Mas é justamente a que mais aparece, pois atende o público de classe média.
    Procure saber do que se trata antes de falar tamanha bobagem.

  17. krakaa ae sandro, tu teve muita paciência…
    É a primeira vez que entro aqui, mas tenho q deixar meu comentário..rsrs
    Eu, no seu lugar faria assim:

    O barulho tá rolando…tá a maior gritaria e eu ja sabendo da história toda chego assim:

    Eu: Peeeeeeeraaaaêeeeeee….mermaooo q bagunça é essa aquiii cumpadii ???

    1,20 de altura: Eu qro ser atendido pq sou oficial do exercico.

    Eu: Quem disse isso?

    1,20 de altura: Eu aqui policial!!

    Eu olhando para todos os lados não vendo ninguem até q um ser estranho e puxa a minha calça e diz:

    1,20 de altura: Eu aqui!! Sou oficial do exercico e qro ser atendido logo!!

    Eu: Vc o q ?

    Depois de 3 hrs caindo na gargalhada, dou um carteirada com o escudo da PF na meio da testa do indivíduo para ficar marcado e mando meter o pé.

    E assim, a vida continua…

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk…
    Aprendeu Sandrão??

    Um grande abraço
    Vinny

  18. Um caso similar ocorreu com uma PRF querendo furar nosso bloqueio de transito, quando eu servia o Exército. Até ela entender que ela não tinha autoridade para aquilo levou horas. Ao menos no fim pediu desculpas, vai saber se é por ser mulher ou ser PRF rsrs.

  19. Seguinte… continuo tendo a mesma opinião… pra que receber, mesmo que incorporado ao subsídio, GOE, sendo que só fica no ar condicionado e em escritório… sem dizer que trabalha só na manha… vish… quer ser operacional, vai trabalhar na fronteira… e me desculpe, marítima é serviço de DEPOM, seus burocratas!

  20. Ah… não adiante nada discutirmos esse assunto, pq na PF vai ter lugar pra todo mundo…
    Anjo… vc naum pode negar que seu rítmo diminuiu do daquela época de NO…
    Quem tá em migração, trabalha naquela horinha tranquila de expediente ou plantao… talvez tenha se esquecido dos seus serviços fora de hora e tudo mais…
    Agora só falta falar que quem trabalha em passaporte trampa mais do que DRE?
    Uma coisa vc tem que admitir, seu rítmo de trabalho diminuiu sim do que antes no NO…
    Sei lá… ainda bem que cada um tem um perfil… eu não aguentaria ser burocrata e ficar mexendo com papel… isso se chama: perfil!

  21. Jão, meu caro,
    Concordo com você.
    Saiba que durante 10 anos em Operações, queria ver qualquer coisa, menos a Imigração, a antiga "Marítima" pela frente.
    Mas, cara…
    Pergunte aos nossos pares aqui no Rio.
    Chego às 9h e saio às 19h.
    Tiro uma hora de almoço, quando dá.
    É uma Polícia Administrativa, eu sei.
    Não prendemos tanto, apesar de às vezes cumprirmos mandados. A razão de policiais estarem aqui, é a necessidade do cumprimento desses mandados, quando o sistema avisa.
    Mas, preciso que saiba, meu caro.
    Cumprimos OMs.
    Realizamos investigações de pedidos de permanência e naturalização.
    Estamos na escala de sobre aviso da Delegacia.
    E somos escalados para TODAS as operações da Polícia Federal no Rio e fora dele.
    Mas é isso, irmão.
    Respeito sua opinião.
    Quando li, lembrei de mim mesmo, pois eu pensava assim também…
    Saí contra a vontade do N.O.
    Afinal, fiz vários cursos operacionais.
    BFE, CORE, BOPE, COT…Não. Queria ser operacional para sempre.
    Mas hoje, também contribuo ajudando o público.
    Não menospreze o pessoal da Imigração. Mais cedo ou mais tarde, acabamos precisando da ajuda deles para alguma coisa.
    Sem querer prolongar a discussão.
    Mais uma vez, você tem o meu respeito e compreensão.
    Um grande abraço.

    Se precisar de qualquer coisa, estamos à disposição.

    PS: Principalmente os mais novos, sempre que a coisa fica séria mesmo, vão bater à minha porta. E eu estou sempre pronto.

  22. "Será que acredita que o mundo é um prolongamento do quartel onde trabalha?"

    Realmente é assim que pensam!
    Mas, devarinho a ficha vai caindo. A dona Maria principalmente coloca eles no lugar certinho, em "casa".

  23. Nós, Policiais Militares de todo o Brasil, principalmente do RJ, precisamos da valiosa ajuda da PF carioca no combate real das ruas reais das favelas reais do real RJ!!!! O tráfico de drogas toma conta da cidade, as mílícias se entocam nos morros do RJ e só se veem nas ruas reais os "PM"!!! lendo o que foi narrado, cada vem mais me convenço de que os militares das FFAA não tem função e vivem em um mundo de faz de conta que vão entrar em guerra e outros faz de contas, mas ajudar a PM do RJ, isso é por eles "INCONSTITUCIONAL"!!! lamentalvel o comportamento deste médico que se diz Oficial das FFAA!!! ainda, sim, a PM carioca espera a ajuda real dos outros órgãos de segurança!!

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