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Verdades Incômodas Sobre o Crime no Rio de Janeiro

Por Pensamentos Imperfeitos Publicado em 25 de outubro de 2009 11 min de leitura

Será difícil. Será doloroso. Os fatos ocorridos na semana passada, no Rio de Janeiro, ilustram o tamanho e a complexidade do desafio de elevar a níveis satisfatórios a segurança na cidade que sediará os Jogos Olímpicos de 2016. A dimensão do problema é abismal. Das 1 020 favelas da cidade, 470 estão nas mãos de bandidos. A dificuldade de acesso pelas vielas, a topografia montanhosa e a alta densidade populacional as transformaram em trincheiras. Na cidade, são vendidas 20 toneladas de cocaína por ano, comércio que produz 300 milhões de reais e financia a corrida armamentista das quadrilhas que disputam territórios a bala. Diante dessa realidade – e de cenas assombrosas, como a de um corpo despejado em um carrinho de supermercado e de policiais queimados nos escombros do helicóptero derrubado –, a pergunta que se estampou na imprensa mundial foi: será possível para a cidade sediar a Olimpíada? A resposta existe. Sim, é possível. Mas para isso precisa tomar como norte as palavras do secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame. “Foi o nosso 11 de Setembro.” A alusão aos ataques terroristas nos Estados Unidos, em 2001, se justifica. Não tanto pela semelhança e gravidade dos acontecimentos, mas pela necessidade de o país inteiro se mobilizar para resolver o problema da segurança do Rio.

Nunca antes os traficantes haviam chegado tão longe. Incumbido do resgate de feridos no confronto – que se estendeu pelos dias seguintes, produzindo 39 mortos, 41 presos e dez ônibus incendiados –, o helicóptero se preparava para pousar pela terceira vez na favela. Alvejado, caiu em chamas, matando três ocupantes. O armamento pesado, capaz até de perfurar blindagens, já está em poder das quadrilhas há mais de dez anos, como demonstram as apreensões feitas pela polícia. Como essas armas chegaram ao topo dos morros e por que continuam ali é a questão central. A polícia carioca tem um histórico de conivência com a bandidagem que a faz a mais corrupta do Brasil. Essa promiscuidade criminosa mina o ambiente de trabalho dos policiais e fortalece os bandidos. Se restavam dúvidas, elas se dissiparam, na semana passada, nas cenas de policiais flagrados em mais um crime. Em vez de prenderem os homens que acabaram de cometer um assassinato, tomaram deles os pertences roubados da vítima, que não socorreram. Uma suposta participação dos policiais será ainda investigada. O governador Sérgio Cabral tem uma avaliação realista sobre a situação de sua polícia. “Estamos longe, muito longe do ideal”, diz. Mas garante que isso não interferirá na realização dos Jogos. “Se eles fossem daqui a três meses, não haveria problema. A mobilização das forças de segurança em eventos assim é muito grande. O desafio é construir uma segurança de fato.”

O reconhecimento pelos encarregados da tarefa é um bom sinal. Ajuda a desentupir as artérias que levam a uma solução. Muitos dos passos a serem dados são conhecidos, há anos, pelos profissionais de segurança. Fazem parte disso as ocupações permanentes de favelas, iniciadas no ano passado, com resultados animadores. Outra medida em curso é a neutralização de qualquer influência política na indicação de delegados e comandantes de batalhões. São avanços importantes, porém insuficientes. A dificuldade maior, daqui para diante, será admitir que, para mudar, é preciso enfrentar velhos problemas, e assumir responsabilidades sobre eles. Nas próximas páginas, estão expostos quinze pontos sistematicamente varridos para debaixo do tapete quando se discutem soluções para a prevalência do crime no Rio. Trazê-los ao debate é a contribuição de VEJA para a reconstrução de uma cidade maravilhosa.

Fotos Patricia Santos/ AE; Guilherme Pinto; Marcos d`Paula/ AE
CIDADANIA AO AVESSO
Manifesto pela paz em praia carioca: parte da classe média presente nas passeatas não enxerga relação entre drogas e violência

1 QUEM CHEIRA MATA
O usuário de cocaína financia as armas e a munição que os traficantes usam para matar policiais, integrantes de grupos rivais e inocentes.
• A venda de cocaína aos usuários cariocas rende 300 milhões de reais por ano aos bandidos. Os usuários de drogas financiam a corrida armamentista nos morros. Cada tiro de fuzil disparado tem também no gatilho o dedo de um comprador de cocaína. Essa realidade não é facilmente admitida. A tendência é tratar o usuário com leniência. Alguns países — o México é um exemplo — deixaram de considerar crime o porte de pequenas quantidades de cocaína. É uma medida temerária que aumenta a arrecadação dos bandidos e, como resultado, o seu poder de fogo.
2 A CEGUEIRA DO NARCOLIRISMO
Os traficantes são presença valorizada em certas rodas intelectuais, de celebridades e de jogadores de futebol. Isso facilita os negócios do tráfico e confere legitimidade social à atividade criminosa.
• O goleiro Júlio César, da seleção brasileira, já teve de dar explicações à polícia por ter aparecido num grampo telefônico falando com o traficante Bem-Te-Vi, ex-chefão da Rocinha. Escutas telefônicas revelaram que outros jogadores, como Romário, também mantinham algum tipo de contato com o bandidão.
3 A TOLERÂNCIA COM A “MALANDRAGEM CARIOCA”
O “jeitinho brasileiro”, a aceitação nacional à quebra de regras, se une, no Rio, ao culto da malandragem, que, ao contrário do que parece, não é inocente. Reforça a ilegalidade.
• No início do ano, a prefeitura demoliu um prédio com 22 cubículos, construído ilegalmente, na Rocinha. Havia uma proprietária “de fachada”, moradora da favela, que conseguiu decisões liminares impedindo a demolição. Descobriu-se depois que o verdadeiro dono do imóvel era um morador de classe média da Zona Sul.
4 O ESTÍMULO POPULISTA À FAVELIZAÇÃO
Os políticos se beneficiam da existência das favelas, convertidas em currais eleitorais. Elas abrigam 20% dos eleitores da cidade.
• A invasão eleitoreira se dá por meio de instituições batizadas de centros sociais, mantidas por deputados e vereadores. Em troca de votos, esses centros fornecem serviços que deveriam ser disponibilizados pelo poder público, de creches a tratamento dentário. Transformar a pobreza num mercado de votos mostrou-se um negócio lucrativo. Quase metade dos deputados estaduais fluminenses e 30% dos vereadores cariocas mantêm centros sociais.
5 O MEDO DE REMOVER FAVELAS
Os aglomerados de barracos, com suas vielas, são o terreno ideal para o esconderijo de bandidos. É hipocrisia tratar a remoção como desrespeito aos direitos dos moradores.
• As favelas não param de crescer. Um estudo feito pelo Instituto Pereira Passos (IPP) mostrou que, entre 1999 e 2008, o aumento de áreas faveladas na cidade foi de 3,4 milhões de metros quadrados, território equivalente ao do bairro de Ipanema. O número de favelas no Rio passou de 750, em 2004, para 1?020 neste ano. A maior parte das novas favelas tem menos de cinquenta barracos.
6 FINGIR QUE OS BANDIDOS NÃO MANDAM
Eles mandam. Indicam quem vai trabalhar no PAC e circulam livremente com seus fuzis próximo aos canteiros de obras do principal programa do governo federal. Decidem sobre a vida e a morte de milhares de inocentes.
• Tortura e assassinato fazem parte da rotina. Um dos métodos de execução é o “micro-ondas”, um improvisado forno crematório no qual a vítima é queimada viva, depois de ser torturada. A barbárie foi mostrada ao país inteiro em 2002, quando o jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, foi capturado, morto e queimado em um “micro-ondas” por traficantes da Vila Cruzeiro.
BANCADA BANDIDA
Nadinho, de Rio das Pedras: o líder de milícia tornou-se vereador e cabo eleitoral do DEM

7 COMBATER O CRIME COM MAIS CRIME
O governo incentivou a criação de grupos formados por policiais, bombeiros e civis para se contrapor ao poder do tráfico. Deu o óbvio. Onde esses grupos venceram, viraram milícias e instalaram a lei do próprio terror.
• Atualmente, mais de 170 favelas são dominadas por milícias no Rio de Janeiro. Esses bandos exploram clandestinamente serviços como venda de gás, transporte e até TV a cabo. Depois de desalojarem os traficantes, matam e torturam inocentes nas áreas dominadas.
8 MARGINAIS SÃO CABOS ELEITORAIS DE POLÍTICOS
Muitas associações de moradores funcionam como fachada para que criminosos apareçam como “líderes comunitários” e possam fazer abertamente campanha por seus candidatos. Na Câmara dos Vereadores e na Assembleia Legislativa existe uma “bancada da milícia”.
• O caso mais emblemático é o de Nadinho, que acumulou as funções de líder da milícia e de presidente da Associação de Moradores da Favela Rio das Pedras. Quando ele ocupava esse posto, só fazia campanha por ali o político que “fechasse” com Nadinho, que foi um importante cabo eleitoral do DEM e elegeu-se vereador pelo partido, o mesmo do ex-prefeito Cesar Maia. Acabou assassinado neste ano. Na Rocinha, a atuação como líder comunitário garantiu a Claudinho da Academia uma vaga de vereador. No caso, com o apoio do tráfico de drogas.
9 A CORRUPÇÃO TORNA A POLÍCIA MAIS INEPTA
A taxa de resolução de homicídios no Rio é de 4%. Em São Paulo é de 60%.
• Isso acontece porque policiais agem como marginais. Um exemplo chocante da atuação de bandidos fardados deu-se na semana passada, quando Evandro Silva, integrante do grupo AfroReggae, foi baleado e morto em um assalto no Centro da cidade. Minutos depois, dois PMs chegaram ao local do crime. Silva ainda agonizava. Eles nem olharam para a vítima. Os policiais correram a achacar os criminosos, que foram abordados e soltos depois de entregar aos PMs o fruto do latrocínio — uma jaqueta e um par de tênis.
CURRAL ELEITORAL
Políticos do Rio disseminaram a praga dos centros sociais em favelas do Rio de Janeiro: o mercado da miséria rende votos nas eleições
10 AS “COMUNIDADES” SERVEM DE ESCUDOS HUMANOS
Os bandidos usam a população civil sob seu domínio para dificultar a ação da polícia. Quando um morador morre e se noticia que foi vítima do confronto, o bandido vence a guerra da propaganda. Se não houvesse criminosos, não haveria confronto.
• Os moradores são massa de manobra dos traficantes. No início do ano, quando o traficante Pitbull, da Mangueira, foi morto durante uma operação policial, bandidos usaram moradores para promover tumultos nos arredores da favela. Quatro ônibus foram incendiados. Cerca de setenta pessoas compareceram ao enterro do traficante.
11 O GOVERNO FEDERAL ESTA SE LIXANDO
Como o crime no Rio não afeta a popularidade do presidente, a questão não é prioritária. Dos 96 milhões de reais previstos para modernizar a polícia em 2009, somente 12 milhões de reais chegaram aos cofres do estado.
• Um dos projetos que não foram atendidos é o de identificação biométrica de armas, que permitiria o melhor controle do armamento utilizado pela polícia. Está orçado em 17 milhões de reais. Outro projeto, de 2,6 milhões de reais, é o da aquisição de um simulador de tiros, aparelho com o qual o policial treina combates virtuais.
12 AS FAVELAS NÃO PRODUZEM DROGAS NEM ARMAS
Nunca se fala ou se age decisivamente contra a estrutura profissional e internacional de fornecimento de cocaína e armas aos traficantes cariocas. Inexiste a fiscalização de estradas, portos e aeroportos.
• A fiscalização nas fronteiras do Brasil é pífia. O país tem em média um policial federal para cada 20 quilômetros de fronteira. Com tão pouca gente, é impossível impedir a entrada de cocaína, principalmente considerando que os países que concentram a produção mundial da droga são nossos vizinhos — Bolívia, Peru e Colômbia.
13 OS PORTOS BRASILEIROS SÃO UMA PENEIRA
Somente 1% dos contêineres que passam pelos portos é escaneado para a fiscalização do contrabando de armas e drogas. É uma omissão criminosa, pois 60% do tráfico de drogas se dá por via marítima.
• O porto do Rio é o terceiro mais movimentado do país, atrás apenas dos de Santos e de Paranaguá. No ano passado, passaram pelo terminal carioca 8,8 milhões de toneladas de carga. Como é impossível fiscalizar todos os contêineres, a inspeção se dá por amostragem. Policiais que atuam no combate ao tráfico admitem que dependem de denúncia para flagrar carregamentos de drogas.
Fabio Motta/AE
EM FLAGRANTE
Imagens mostram o momento em que policiais tomam dos assassinos os pertences da vítima, que não socorreram

14 QUEM MANDA NAS CADEIAS SÃO OS BANDIDOS
As organizações criminosas comandam a operação na maioria dos presídios brasileiros. Elas cobram pedágio dos presos — pago lá fora pelos familiares à organização –, planejam e coordenam ações criminosas.
• Em 2002, Fernandinho Beira-Mar e outros chefões do tráfico lideraram uma rebelião que terminou com quatro detentos mortos em Bangu 1. Os líderes da rebelião foram transferidos, mas a situação não se alterou muito. Nos últimos nove anos, sete diretores de presídio foram assassinados no Rio.
15 OS ADVOGADOS SÃO AGENTES DO TRÁFICO
Eles têm acesso constitucionalmente garantido aos presos que defendem nos tribunais. Muitos usam esse direito para esconder seu real papel nas quadrilhas: o de levar ordens de execução e planos de ataque.
• Em 2007, a Polícia Federal descobriu que, mesmo trancafiado no presídio de segurança máxima de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, Fernandinho Beira-Mar continuava comandando seus negócios. Para isso, contava com a ajuda dos advogados e da mulher, também advogada, que o visitava constantemente na prisão. Ela acabou presa, com outras dez pessoas, numa operação da PF.
Fabio Motta/AE
RALOS URBANOS
O porto do Rio é uma das muitas portas da cidade sem fiscalização adequada para drogas e armas

Com reportagem de Carolina Vaisman

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11 comentários

  1. De extremo bom gosto a reportagem, bem como as palavras,
    Quando se tem um problema, o primeiro ponto é reconhecer, depois estuda-lo a fundo, traçar metas e buscar soluções, impossível não é, mas há que se reconhecer de que é muito difícil, envolve diversos sistemas diferentes e atacar todos os pontos dessa cadeia, com governos imediatistas é extremamente difícil, torço pelo embalo com ânimo novo injetado por 2016.

    Espero conseguir ter força pra estudar e poder contribuir com isso de uma forma ou de outra, enquanto não posso, lamento pelas perdas e por toda essa situação em que a gente se encontra.

    Resta saber se vão fazer a coisa certa ou continuar tampando sol com peneira.

    Como já dizia Martin Luther King,
    "O que me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética, o que mais me preocupa é o silêncio dos bons."

    Grande abraço Sandro.

  2. Precisamos de uma verdadeira revolução. Fui aprovado no TAF do último sábado para o cargo de agente. O primeiro passo pra fazer a minha parte já foi dado.

  3. Quem não é policial também pode ajudar…

    Não use drogas, não seja corrupto e nem compre produtos piratas ou de procedência duvidosa! Dirigir direito também é fundamental.

  4. Creio que é preciso fazer a sociedade se levantar contra o crime. Saber ue este é um problema real, não um filme.

    Sabertambém que para acabar com o crime, precisamos combate-lo em várias frentes.

    Saber que não é só o "dono do morro" o responsável por este caos já é um começo!

    Se precisamos de mais policiais com treinamento, armamenti e salários decentes, também precisamos ter a capacidade para saber como utilizar tudo isso direito!
    Não adianta colocar os 11 melhores atacantes do mundo para jogar juntos ao mesmo tempo em um time, e esperar que eles ganhem.

    Da mesma forma é preciso enchugar nossos gastos públicos. Estamos para aumentar o número de vereadores em 7000! Não só com slários surpreedentes mas o que pesa mais é o enorme número de despesas que o mesmos podem dar a união excedendo em muitas vezes o seus salários.

    É preciso também investir em novas tecnologias de combate ao crime, para deixar esse combate mais eficaz e muito menos "custozo"

    Tem tanta coisa… não dá pra falar tudo em um comentário!

  5. É isso mesmo Sandro!
    vou deixar comentários somente sobre o tópico nº 1 " De quem cheira mata "…
    Acredito que existe o tráfico de drogas e todo o seu ciclo de violência à população por esse fato, ou seja, o ''usuário''. Creio eu, que educação é a palavra chave para dar um esboço de resolução a isso. Educação, essa em comento em todos os ramos da sociedade, não somente na área da segurança pública, mas tb na área política, administrativa..

  6. Há muito tempo, eu e o Agra, que conduz comigo o Projeto Geração Careta, de prevenção ao uso de drogas, com ênfase nas lícitas, tentamos entrar na rede pública de ensino. De certa forma, o projeto estava sendo transformado em algo típico da elite, uma vez que só conseguíamos dar palestras em escolas particulares.
    Agora, temos o apoio do Governo do RJ e já conseguimos estabelecer um cronograma de palestras nas escolas publicas estaduais.
    Interessante observar, através do prisma de uma das diretoras, que tanto se recusou a marcar palestras antes da entrada do Governo no projeto, que em uma escola sitiada pelo tráfico, ela ficou com medo de ser retaliada pelos bandidos.
    Eu fui claro e objetivo, quando ela disse que, convidando a comunidade, alguns "soldados" do tráfico iriam aparecer para assistir.
    "A nossa intenção é essa mesmo!" afirmei, diante de um olhar assustado da professora.
    Posso lhes garantir, meus caros, que hoje, esses garotos que empunham fuzis nas comunidades são de um perigo horrendo. Matam mesmo, pois seguem ordens de maneira fiel.
    Entretanto, a análise mais profunda do CRIME, mostra que eles são uma grande massa de manobra.
    Estão ali por serem baratos e dispensáveis, e quando morrem, a linha de substituição é extensa.
    O que que é ÓBVIO para nós, é o fato de que a classe média é ambígua quando trata do assunto TRÁFICO. Querem que combatamos os traficantes, desde que esses traficantes não sejam os de asfalto, que são os filhos dessa mesma classe média. O fato de um traficante não empunhar um fuzil, não diminui seu potencial ofensivo à sociedade.
    O que é pior…Retirar a CULPA da entrada de grandes somas de dinheiro para os cofres do tráfico, dos ombros dos usuários é, para dizer o mínimo, ridículo.
    Existe corrupção policial e política, tráfico de armas e blá, blá, blá…mas para que essas coisas existam, é preciso dinheiro.
    Eu não faço doações ao crime organizado…E vocês??

  7. De certa forma Sandro essa realidade que a reportagem nos tras como se muitas pessoas já não soubessem disso apenas ignoram o "sistema" em que foram submetidas pois o problema está ná politica + se a propria politica se beneficia com isso como é possivel resolver?

  8. Creio que o problema não é só política.

    O fato é que ao ficarmos acomodados com esta situação, dizemos sim ao tráfico!

    Uma das coisas que me deixa mais triste é ver jovens se entregando ao crime, servindo de peões descartaveis na mão do crime organizado.

    Pior que tem gente que fica feliz quando um desses "peões" morre…

    O traficante que não portando um fuzil é 100x pior do que um garato com armamento pesado em mãos, afinal de contas é ele quem recruta o "exército".

    Infelizmente a classe média é ambigua em vários aspectos, este é apenas mais um (e um dos piores, se não o pior diga-se de passagem)

  9. Falando como estudante de escola particular que já fui no fundamental acho interessante ressaltar, que várias vezes ao ano aconteciam palestras com o assunto "Drogas" na escola em que estudei.

    Muitas vezes eram grupos da policia, profissionais do ramo, mas não "diantava" muita coisa, porque de certo modo, sempre se repetiam as mesmas coisas: Não use drogas, você vai se ferrar, caminho praticamente sem volta etc.
    O estranho é que o debate nunca se aprofundava em pcertos pontos, tais como os efeitos sociais da droga na sociedade, e sua relação com a criminalidade. No final ficava algo muito superficial.
    Não seira interessante tratar des de cedo, com as crianças, com a socieda realmente todos os problemas que nascem junto com as drogas, e não somente o vício?

  10. Só foi esquecido de comentar. A Polícia do Rio lida com criminosos e poder de fogo inexistentes em qualquer outro lugar do Brasil, e possui o menor salário pago no País. Isso é um absurdo, mas parece um tabu, ninguém toca nesse assunto…

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