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Sonhos, Desejos e Vocações

Por Pensamentos Imperfeitos Publicado em 18 de agosto de 2009 Atualizado em 18 de agosto de 2026 6 min de leitura
Lendo tanta coisa nesta internet…em meu e-mail, nos comentários do blog, acabei por ser levado a relembrar de mim mesmo, há muitos…muitos anos. Essa coisa de sonhos de infância, de sentimentos de vocação, de desejos incontidos, de vontade de mudar tudo e fazer parte da mudança…Meus amigos, como vocês me fazem lembrar de mim.
Eu ainda era uma criança, quando aprendi a amar a Marinha. Meu pai, um desbravador, submarinista legendário em sua época, que cantava as proezas da Força de Submarinos em prosa e verso diante de olhos vivos e brilhantes da criança que eu era. Bastava um recesso escolar, para eu estar lá, na Base de Submarinos da Marinha, bem ali embaixo da Ponte Rio-Niterói, observando todas aquelas manobras, aqueles homens que mais pareciam irmãos e, um seleto grupo que usava shorts negros com duas listras brancas em sua lateral. Na década de oitenta, na qual minha infância teve lugar, eles já eram míticos. Os Mergulhadores de Combate da Marinha, equivalentes brasileiros dos Navy SEALs, de quem tanto se fala hoje em dia.
Vendo aquele ininterrupto subir e descer das ladeiras íngremes da Base, aquelas sessões intermináveis de flexões de braço, os fantásticos treinamentos no tanque, disse para mim mesmo, aos dez anos de idade: “É isso que eu quero para mim.”
Assim, cresci acreditando que seria Mergulhador de Combate, ou simplesmente Mec, como são conhecidos na nossa Armada. Com o passar do tempo, vários deles, meus ídolos, passaram a me conhecer pelo nome. Lembro que não tinha completado treze anos, e já havia sido batizado em imersão, no submarino classe Guppy, de nome Ceará, muitas vezes campeão do prêmio Torpedex, concedido pela Marinha ao submarino de melhor performance na Força.
Quis o destino, que eu me afastasse do Rio de Janeiro entre 1987 e 1991, quando fui morar no Nordeste do país. Naqueles belos anos, residindo em lugares paradisíacos, confesso que lembrei muito pouco do destino que eu havia traçado para mim mesmo, anos antes. Terminei meu ensino médio e entrei para a Universidade Federal de Alagoas no curso de jornalismo.
Por mais um ardil do destino, fui levado a conhecer outras paragens. Meu pai foi transferido para outro lugar do Nordeste, obrigando-me a abandonar momentaneamente a faculdade de jornalismo. Diante da falta de expectativa em relação ao futuro (No Nordeste, as perspectivas de trabalho são quase sempre ruins ), resolvi estudar para concursos como Escola Naval, Escola de Oficiais da Marinha Mercante e Escola de Sargentos do Exército.
Para a Escola Naval, não passei para a segunda fase, por uma mísera questão. Fiquei no contingente de reserva da Escola da Marinha Mercante e passei em primeiro lugar do estado, para a Escola de Sargentos do Exército. Pela própria escolha, fui para o 23º Batalhão de Caçadores, tradicional escola de infantaria do Exército, em Fortaleza, Ceará.
Preciso dizer que adorei cada momento que passei ali. A dinâmica daquela escola muito me agradou. Mas o fantasma da mísera questão, que faltou para que eu passasse para a segunda fase da Escola Naval, que fatalmente me levaria ao Grupamento de Mergulhadores de Combate, assombrava-me sem parar. Resolvi deixar o Exército pouco antes de ser declarado oficialmente aluno da instituição, o que causou uma grande revolta em meu pai, militar das antigas.
Sem clima em casa, voltei para Maceió e para o jornalismo, morando com parentes e trabalhando em iniciativas de colegas de faculdade. Pouco tempo durou isso. O destino é ardiloso demais…Meu pai acabou sendo transferido para o Rio de Janeiro, para onde retornamos em Abril de 1991. Naquela época, ainda com raiva da minha desistência do Exército, meu pai falava comigo apenas o essencial.
Decidi então sacramentar meu carma. Procurei um curso preparatório onde havia estudado na adolescência e convenci o dono, que, sendo aquele meu penúltimo ano de idade permitida para fazer a prova da Escola Naval, daria o que podia e o que não podia, para conseguir ser aprovado. Obtive uma grande bolsa, a qual fiz valer em cada dia que estive naquele curso.
Apesar de ter chegado em Abril, com quatro meses de atraso em relação aos colegas, com muito esforço, consegui alcançar a turma. Acho que naquela época, a única pessoa que acreditava em mim era eu mesmo. Não tive uma palavra de incentivo sequer, durante todo o ano, apesar de estudar de forma insana. Tinha plena consciência que entrar para a Escola Naval era muito mais do que passar em matemática, para a segunda fase. Eram 4500 estudantes, a maioria de cursos preparatórios, disputando 60 vagas naquele que é considerado o terceiro vestibular mais difícil do país.
Lembro que quando desembarquei do metrô na estação Maracanã e vi aquele mar de pessoas esperando para entrar no maior estádio do mundo para fazer a prova, dei meia volta para pegar outro trem e ir embora. Cheguei a comprar o bilhete, mas algo me impeliu de volta. Fiz a prova. Das vinte e cinco questões, eu já tinha resolvido vinte e três durante o ano. Mas só consegui acertar vinte. Fui para a segunda fase.
Na segunda fase, o destino deu as caras novamente. Na prova de Física, os ônibus com os alunos das turmas especiais do melhor curso do Rio de Janeiro ficou no trânsito e, simplesmente, os 50 melhores candidatos foram eliminados de uma única vez. Graças àquilo, passei em 18º lugar nacional, garantindo-me entre as vagas. Não queria esperar desistentes.
No psicotécnico, senti que seria reprovado, pois disse que estava entrando na Marinha, exclusivamente para ser Mergulhador de Combate, o que deixou a psicóloga bastante apreensiva. Lembro dos colegas tentando livrar minha cara, dizendo que eu quis dizer outra coisa enquanto eu dizia: “Não…eu quis dizer isso mesmo. Só quero entrar para ser Mec. Se não for, prefiro nem entrar.”
Entrei. Um sonho realizado. Um destino cumprido. Uma decepção consolidada, que eu teria que ver de perto, para saber que não era parte da minha vida. Eu entendi rápido…Se eu não entrasse na Marinha, se não visse o quanto eu teria que mudar minha essência para chegar ao GruMec, acharia sempre que deveria ter me esforçado mais para ser admitido na Escola Naval. Perguntas clássicas como: “Por que não estudei mais?” ou “ Se eu tivesse entrado na Marinha, minha vida seria diferente.” Povoariam minha mente pela eternidade. Não…Atingi o objetivo e percebi que aquele destino não era meu…
Coincidentemente, foi minha decepção com meu futuro na Marinha, que me levou a pedir licença naquele mês de Maio de 1993, para realizar minha inscrição no concurso da Polícia Federal.
Nem sei bem porque escrevi este texto…mas acho que tem a ver com sonhos, desejos e vocações de todos vocês, que tanto aspiram um lugar na Polícia…Acho que essa trajetória mostra o quanto é impossível escapar de um destino, quando ele lhe pertence.
Eu, que nunca havia pensado em ser Policial Federal, acabei tira para fugir do maior desejo que tive desde a minha infância. E, na fuga, acabei encontrando a mim mesmo.

Sobre este texto

Conteúdo autoral e opinativo, escrito a partir de experiências e leituras pessoais do autor. Reprodução permitida desde que citada a fonte e mantida a integridade do texto.

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Pensamentos Imperfeitos

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16 comentários

  1. Muito interessante seu relato, e nos leva a meditar e nos questionar sobre nossos sonhos… e destinos…

    Nosso destino é realizar nosso sonho?

    Acho que precisamos sonhar, por mais que um dia, como vc, vemos que o que sonhamos não é o que nos satisfaz, e o que nunca imaginamos acaba se tornando o sonho.

    Valeu.
    Abraço.

  2. É realmente muito difícil passar por cima das frustrações, hoje mesmo, me dedico em uma empresa, porém, não acredito que poderei me realizar, mesmo se meu salário for muito alto algum dia. Nunca poderei fazer mais, é complicado.
    Ontem, cheguei da faculdade e comecei a assistir um filme, que minha amiga teria me emprestado alguns dias atrás. O nome do filme é “Rota Comando”. É um filme de produção independente que mostra um pouco da rotina da ROTA (PM), aqui em SP. Apesar de eu nem imaginar entrando na PM, gostei muito do lema que é "Dignidade Sempre" Achei bem interessante, porque mostra realmente a visão que a população tem da ROTA aqui em SP. A Rota entra, um corpo cai. Quem se interessar procure no Google e depois comentem.

  3. Destino é foda mesmo…

    Eu sempre sonhei em ser jogador de futebol,como o Sandro mais por causa do meu pai que era jogador profissional e sempre o acompanhei e vivi neste mundo,várias peneiras,testes,promessas,cheguei até a categoria juniores,onde vi que aquele não era meu mundo. Comecei a estudar e entrei na faculdade de ED. Física,me formei,trabalhei em escolas,academias,clinicas de personal,desiludido com a profissão resolvi largar tudo e ir para a Inglaterra,onde tinha vários planos na cabeça,destino de novo: fui deportado de volta para o Brasil,lá se foi minha grana…sem um plano traçado e sem querer exercer a profissão,não sabia o que iria fazer.
    Um tio meu delegado civil,certo dia começou a me contar como era sua vida,das operações,as pessoas que ajudava,outras que prendia,etc.
    Na hora caiu minha ficha,desde então tenho estudado e me esforçado para entrar na PC ou na PF.

    Grande abraço a todos

  4. Não acredito que o destino seja pré-determinado, acredito que as pessoas constroem seu próprio destino com as opções que fazem durante a vida.

    Como dizem “o mundo dá voltas ” e nada é por acaso.

  5. O mundo dá voltas, sim…Mas, meu caro Unicko, durante esses 39 anos de vida, percebi-me incapaz de fugir de certas coisas. Sua própria expressão "nada é por acaso" confirma isso.
    A época de preparação, de busca insana pelos sonhos e desejos, sem certeza de nada…foi mais que difícil. Foi um sofrimento grande, que não ouso descrever no blog, em um texto aberto para o mundo.
    Aqui, onde poucos terão o interesse de chegar, ainda poderei dizer:"Meu Deus…como eu sofri com as incertezas sobre o meu futuro…" A dor de perceber a desconfiança de todos em relação a minha capacidade de ser bem-sucedido…
    Hoje e há muito tempo, adoto uma filosofia de vida, na qual eu digo sempre, para mim e para o mundo: "Eu não sou ninguém…estou aqui para ajudar, somar, contribuir, mas não sou nada…"
    Isso me faz descansar o coração, que não espera reconhecimento de qualquer espécie, não idealiza situações, e aceita sem grandes tormentos o que o destino coloca diante de mim.
    Quando escrevo sobre a Polícia, sobre segurança pública é mais fácil. Escrever sobre mim é difícil. Às vezes, estas linhas só aumentam a minha constatação de coisas que a lógica e a razão deveriam deixar para sempre no passado.
    Obrigado a todos que se atrevem a chegar até aqui…

  6. Sempre que desanimo nos meus estudos aqui dou uma passadinha pra ler uma história do blog, sempre me ajuda a tomar um folego e continuar com a "bunda na cadeira". Parabéns

  7. Ontem aconteceu um fato que terei que aprender a administrar se eu quiser seguir meu sonho e manter minha vida familiar. Ontem, em conversa com minha namorada, futura esposa, estava comentando sobre o concurso que saiu este mês. Comentei que os candidatos teriam que ficar, pelo menos, 3 anos nas redondezas na Amazônia Legal, comentei na pura inocência, logo ela indagou: "Quando você entrar, você vai ir ficar lá também?"…bom, com certeza se precisar, eu irei, claro que levaria ela também, mas não poderei simplesmente obriga-la a me seguir. Para tentar contornar e postergar a conversa, logo joguei "No próximo concurso, não irá precisar ficar lá… é apenas neste" (sem fonte de informação alguma). Mas ela continuou "Mas e se precisar" e eu "Não irá precisar."…ela saiu do carro e nem deu tchau. Em situações como esta que percebemos como é difícil realizar algo que você deseja e o quanto de força precisa para atingir o objetivo e como a situação deve ser tratada desde cedo.

  8. Caro AndCSilveira ,
    Quando eu fui chamado para a ANP, já era casado, tinha uma filha de dois anos e vivia bem estruturado como professor de Física. É certo que é muito difícil para uma pessoa, que não está totalmente envolvida em um processo, mudar radicalmente a vida.
    O que quero dizer é que como o sonho de entrar para o DPF é seu e não de sua namorada, é compreensível que ela não fique empolgada com a possibilidade de morar na Amazônia.
    Com a vida estabelecida em um lugar, sem contar com um núcleo de família de verdade, é difícil deixar tudo para trás por um sonho que não é seu.
    Caberá muito a você avaliar isso. Não deixe de fazer o concurso. Passe por todas as etapas e tente fazer com que ela se insira cada vez mais no contexto da Polícia Federal. No fim, aprovado de verdade, com uma vasta amplitude de possibilidades à sua frente, faça suas avaliações.
    Leve sua vida normalmente…estude, trabalhe, prepare-se fisicamente e seja o mesmo com sua companheira. Apenas no fim do processo, preocupe-se com essas decisões.
    Um abraço, irmão.
    Tenha força e fé

  9. Sandro meu velho,
    É impressionante você olhar a sua caminhada e ver como as coisas "foram acontecendo" para você chegar onde está hoje. Aconteceu comigo e fiquei muito chateado quando passei na PF em 94 e não levei. Após isso construí uma família linda que hoje me dá forças e motivos suficientes para ser um profissional melhor. Por isso tenho certeza que agora vai! Um dia te conto a história com detalhes.

    Abraço grande,

  10. Sandro, acho que ficou um pouco “vago” o que eu disse no comentário anterior.

    Ao ler o seu texto, me identifiquei com algumas coisas que me fizeram pensar um pouco sobre isso ( Futuro + sonhos + realidade ). Acabei recordando de tudo o que já passei ( e ainda passo ) para tentar descobrir o que realmente quero da vida. Infelizmente, ainda tenho a idéia de que minha felicidade depende diretamente do fato de ter ou não determinada coisa ( passar em uma prova, ter um carro, uma casa, um emprego público, etc ) aos poucos, estou descobrindo que a felicidade não é conquistada necessariamente em ter algo, mas sim, em todo o processo até atingir o objetivo final ( complicado de entender né ? )

    Antes a sensação que tinha era “ se não tiver isso, minha vida não será completa” e quando eu conseguia finalmente conquistar meu sonho, sentia um vazio do tipo “ ta, e agora, o que eu faço ?”

    Uma analogia que posso fazer, é de uma criança que quer uma bicicleta ( sonhos com proporções bem menores ) ela se imagina andando na bicicleta, as coisas incríveis que ter uma bicicleta lhe proporcionaria, mas quando finalmente tem uma bicicleta, se diverte nas duas primeiras semanas e depois já não tem tanto fascínio por ela.

    Várias vezes eu não consegui conquistar meus sonhos, hoje, posso perceber que minha felicidade não dependia disso, mas sim, do que eu lutei e aprendi durante todo o processo. DIZEM QUE ÀS VEZES, NÃO CONSQUISTAR O QUE DESEJAMOS É UM GRANDE LANCE DE SORTE.

    “Meu Deus…como eu sofri com as incertezas sobre o meu futuro… A dor de perceber a desconfiança de todos em relação a minha capacidade de ser bem-sucedido…”

    Isso eu sei bem como é; Quantas e quantas vezes eu falava o que estava planejando e as pessoas me diziam que era impossível, aprendi que devo falar menos e fazer mais, também aprendi que nada é impossível, desde que você acredite que possa conseguir.

    Hoje, meus sonhos são mais simples, porém, não tenho tanta ansiedade de conquistá-los, acho que tudo deve acontecer ao seu devido tempo. Hoje, minha filosofia de vida é viver um dia de cada vez da melhor maneira possível.

    Bom, relendo o que escrevi, acho ficou meio confuso, meus comentários foram mais sobre minha maneira de pensar do que sobre o relato do que você já passou. Me desculpe por mudar o foco da conversa.

    Ainda não o conheço pessoalmente, mas quero lhe dizer que várias coisas relatas que já passaram e ainda passam por sua vida, também já me tiraram o sono ( acredito que não só o meu, mas de outros tantos companheiros leitores do seu “livro on-line” ). Suas experiências e comentários nos ajudam a encarar as dificuldades que vivenciamos no dia a dia. De certa forma, é muito bom saber que alguém já passou o que eu estou passando e saber que essa pessoa deu a volta por cima.

    "Eu não sou ninguém…estou aqui para ajudar, somar, contribuir, mas não sou nada…" Querendo ou não, nossas vidas sempre influenciam a vida de outras pessoas, seja para o bem ou para o mal; Acredito na Teoria do caos, uma coisa simples feita por nós, pode terminar com um grande evento do outro lado do mundo.

    Lembre-se que várias pessoas são influenciadas pelas suas idéias e relatos mesmo sem nunca ter lhe conhecido pessoalmente. ( basta ver os comentários dos colegas acima )

    Mais uma vez peço desculpas por escrever coisas que eu penso ao invés de manter o foco sobre o que é exposto por você.
    Parabéns pelo excelente blog e obrigado por compartilhar suas experiências de vida, que, além de nos fornecer muitas curiosidades também nos fornecem coisas a serem pensadas e melhoradas em nossas vidas.

    Grande abraço
    Unicko

  11. AndCSilveira disse…
    "No próximo concurso, não irá precisar ficar lá… é apenas neste" (sem fonte de informação alguma).

    Quando li seu comentário lembrei de uma dúvida
    Esse concurso tem 200 vagas, como o concurso tem validade de 2 anos, o próximo concurso só poderá ser autorizado após 2 anos ? ( já que não é permitido chamar os aprovados do novo concurso caso tenha aprovados do concurso anterior )
    Resumindo, quem passar no próximo concurso só poderá ser chamado em no mínimo dois anos ??

  12. Unicko

    Em primeiro lugar, irmão, não há a necessidade de desculpas. Compreendi seu ponto de vista e acho saudável que sejam colocados. Afinal, quando enxergamos com mais cuidados, percebemos que todos nós, de alguma forma ligados, aqui no blog e em outros meios, temos trajetórias coincidentes em alguma ocasião.
    Os sonhos e desejos devem ser buscados, sim…Acho mesmo que essa busca acaba por nos mover para frente, por mais que estejamos equivocados em relação a esses mesmos desejos. Apesar da grande decepção, agradeço a Deus por ter conseguido entrar naquele lugar, com que tanto sonhei e vi que não me pertencia.
    Irmão, olho para adiante e percebo que hoje, meus sonhos não são muito meus…sonho com o futuro dos meus filhos e uma época de paz absoluta na vida.
    Pode parecer incrível, mas aspiro muito pouco. Talvez, continuar escrevendo…O ANJO DA NOITE vai virar HQ e eu sou o roteirista…Tenho outros livros prontos para publicar…
    Acabei de publicar um post, onde divido um mau comportamento da minha parte. Sei das minhas desvirtudes e acho importante mostrar que qualquer um pode se deixar levar por sentimentos ruins.
    Obrigado demais por tudo o que escreveu.
    Percebo nobreza em suas palavras, que, aliás, são muito bem escritas.
    Agradeço por vir até aqui e deixar suas linhas registradas.
    Para complementar, acredito que é possível a realização de novo concurso antes de dois anos. A partir do momento que os 200 cursarem ANP, o novo concurso já pode ser organizado.
    Um grande abraço

  13. Sandro,
    Essa postagem me tocou muito, talvez pelos acontecimentos de hoje ou talvez porque eu viva situações estressantes de vestibulando hoje que me façam pensar e repensar em tudo o que quero e o porquê o quero: sonhos, vocação? Por que luto o que luto para chegar no lugar x?
    O trecho em que você diz sobre "se eu tivesse estudado mais" e "O que seria de mim na Marinha?" bateram exatamente com meu questionamento de querer tanto a USP, hoje, e meu medo de não conseguir passar, por ser razoavelmente pessimista por natureza – apesar de que isso não é motivo para que eu desista das coisas.

    De qualquer modo, muito obrigada. Esse post estranhamente me aliviou muito o coração, que já estava atribulado o dia todo com tantas perguntas sobre futuro e preocupações.

  14. Tamara,
    Consigo entender perfeitamente suas angustias. Também sou professor de Física de Pre-Vestibular e acompanho sentimentos como os seus há anos.
    Bom que o texto tenha aliviado seu coração.
    Siga em frente e procure a leveza de espírito. Esteja em paz e tenha fé no seu futuro. As coisas acontecerão no momento certo.
    Bom saber que é de São Paulo.
    Estarei aí em 12 de Setembro, na Sala São Paulo, para lançar a HQ do Anjo da Noite.
    Se puder ir, será um grande prazer conhece-la.

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