Policia de Elite = TREINAMENTO
Sobre este texto
Conteúdo autoral e opinativo, escrito a partir de experiências e leituras pessoais do autor. Reprodução permitida desde que citada a fonte e mantida a integridade do texto.
3 comentários
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Muito interessante o video.
Tenho umas fotos que peguei na internet dizendo ser da ANP, talvez muitos que visitam seu blog se interessem.
Se interessar em postar, favor mandar email que eu as passo.
Muito saúde e paz para todos nós nesse ano que se inicia e todos outros. -
Jairo, meu caro,
Quando fui chamado para a Academia Nacional de Polícia, eu ganhava muito bem para um jovem de 25 anos. Tinha a consciência de que iria começar na Polícia Federal, ganhando menos da metade do que ganhava como professor de Física de pre-vestibular e pre-militar.
Fui, de verdade, por puro idealismo. Achava que me transformaria em um policial acima da média, que combateria o crime na ponta, que colocaria os maus nos lugares que lhes cabem…De certa forma, essa foi minha trajetória no DPF até aqui.
Mas, como você mesmo citou, existem coisas que movem a minha instituição, com as quais eu não poderia lidar, mesmo que um dia fosse Diretor Geral. Interesses políticos (publicos e privados ), vaidades…A vaidade é algo que povoa o DPF de uma forma ampla e extrema. O funcionalismo público, de uma maneira geral, costuma premiar o médio e o medíocre, uma vez que não coloca em destaque seus melhores quadros.
Sinto falta, um pouco disso…de ser visto como um acima da média e colher os frutos disso. Hoje, se você quiser ser um super-tira, nada mudará em sua vida, a não ser pelo fato de que sua quantidade de trabalho será maior do que a quantidade daqueles que querem se esconder e produzem pouco.
Entretanto, meu caro, se fosse hoje, conhecendo tudo isso que vivi nesses 14 anos, faria novamente a escolha pela Polícia. Independente do resto, existe um espírito que clama por ação e justiça dentro de mim, que não me deixaria desviar deste caminho.
A única coisa que faria diferente, é continuar com uma vida além dos portões da Polícia. Demorei um pouco para perceber essa necessidade, mas hoje, TENHO VIDA NÃO POLICIAL…Coisas a fazer que me dão satisfação pessoal e renovam minhas energias, para continuar o SACERDÓCIO que é a função policial.
Hoje, já não me incomodo tanto com a vaidade que consome o DPF…Continuo vivendo os meus dias, pensando sempre em fazer o melhor que posso.
Se você vem de boa situação, Jairo, meu amigo, equacione uma forma de ser manter ligado com coisas boas que fazem parte da sua vida hoje…e venha para o lado de dentro deste universo que vivo, que apenas quem está dentro tem sua verdadeira dimensão.
Grande abraçoSandro
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Sandro,
Acompanho há algum tempo seu blog e me identifico muito com seus textos – o que me motiva a fazer parte da "firma". Compartilho, também, com o senso de justiça que fica evidente através de seus relatos. Entretanto, me vejo dividido…sou oriundo de uma família de classe média alta e é constante a minha falta de motivação e diante dessa "vida de plástico" que não aponta outro norte, se não, o dinheiro. Logo, gostaria de saber sua opinião diante do fato de o DPF ser, talvez, um mero tentáculo dos interesses públicos-privados, ou ainda, a provável falta de motivação de servidores idealistas devido a burocracia, vaidade e – porque não – a falta de compromisso com o bem coletivo dentro do DPF. Acredito que, como você, sou uma espécie de sonhador que almeja mudar o mundo para melhor. Sei que você escreve com o coração, pois, diversas vezes pinço pequenas frustações em suas palavras…De qualquer forma, esse foi meu desabafo.
Ótimo final de ano!
Grande Abraço,
J.