Mulher Policial Federal
Hoje, quando o meu grande amigo e irmão Sandro sugeriu que eu escrevesse um post em seu Blog, logo me veio na mente um flash desses últimos quase 14 anos de trabalho no DPF.
Pensei o que seria importante dizer sobre a minha experiência em todos estes anos.
Assim, não foi difícil lembrar de um dos fatos mais marcantes do início de minha carreira: minha chegada a Academia de Polícia em Brasília. Não que a trajetória das provas (escrita ou física) e os muitos fatos ocorridos durante o efetivo trabalho policial não tenham tido relevância. Tiveram sim e muita. Porém, não acho que seja este o momento para falar sobre o assunto. Confesso que precisaria de muito mais linhas para relatar tudo isso.
O primeiro dia na ANP já foi muito louco!!! Imagine chegar em um lugar e já se ver obrigada a dormir ao lado de um “bando” (éramos 06 em um quarto só) de mulheres que você nunca viu na vida, tomar banho praticamente juntas e, o mais interessante, lidar com a típica vaidade feminina. Não foi fácil! Junte-se a isso a mescla de culturas: uma queria usar a única tomada que tínhamos para esquentar água e fazer seu chimarrão (a gaúcha), a outra queria secar o cabelo (a carioca), e seguinte queria passar roupa (a manauara) e por fim a outra carioca queria “curtir” um som em seu “precioso” rádio portátil. Fora o fato de que uma de nós tinha o particular e inusitado hábito de dormir completamente nua. Ah, isso era escandaloso demais para uma das meninas que disse não tolerar tal atitude (a cearense).
Tudo isso foi caótico ao longo dos primeiros dias e quase gerou briga.
Mas, com o tempo os ânimos foram se acalmando e todas tiveram maturidade para se aturar, pois o objetivo maior era preservar sua vaga não sendo desligada do curso de formação da ANP.
Outro fato interessante que percebi foi uma rápida mudança de humor daqueles que ali estavam. Quero falar em especial de nós, as mulheres. Vi várias chegarem até lá chorando e jurando para si mesma que não ficariam na ANP, pois deixaram para trás namorado, noivo, marido, paquera, enfim, alguém com o coração partido. Contudo, posso lhes garantir que isto não durava mais de uma semana e meia.
Não assisto reality shows como o Big Brother, mas pelo pouco que sei, é assim mesmo que acontece no Curso de Formação da Academia. Depois de bem pouco tempo, aqueles passam a ser seus melhores amigos. Outros passam a amar loucamente alguém que até alguns dias atrás era um completo estranho.
Chegou um período em que eu não sabia se isso era carência do pessoal ou se era puro fingimento, pois no fundo todos tinham a consciência de que seu colega era acima de tudo seu concorrente, já que a batalha pela melhor nota e conseqüentemente a melhor vaga era algo nítido e notório.
Ao invés do prêmio de R$ 1.000.000,00 como no programa de TV, todos sonhavam com o 1º lugar (este tinha o privilégio de escolher para onde queria ir no Brasil, independente de vaga ou não).
Agora, imagine estar em um lugar com mais de 300 homens e apenas 8 mulheres!!! Tudo o que uma mulher vai fazer passa a ser visto como o único acontecimento no mundo. Todos os olhos se voltam para ela. Dirigir, atirar, ser sherif de turma, algemar o “bandido” em uma aula de abordagem, aplicar um golpe em seu parceiro na aula de defesa pessoal, etc, todas essas ações são vigiadas atentamente pelos homens. Saiba que na polícia, quando se é mulher, temos que estar o tempo inteiro tendo que provar que podemos fazer tudo tão bem quanto o sexo oposto. E não tenhamos a ilusão de que este fato se restringirá apenas ao período da Academia, mas se dará ao longo de toda sua carreira policial.
Se, por exemplo, uma mulher bate com a viatura é porque ela dirige mal. Afinal é mulher. Mas, se um homem fizer o mesmo, quase nunca se justifica porque ele dirige mal, mas sim porque ele é um cara “ousado” na direção e teve uma falta de sorte, um infortúnio.
Não quero aqui suscitar vãs contendas feministas, pois isto não leva a nada. Acredito que o mais importante é o trabalho realizado de forma profissional e séria. Isso, sendo homem ou mulher, é que faz com que todos passem a te respeitar.
Bem, quanto ao fato de ser amiga de muitos homens (pois não tem jeito, eles passam a ser o seu principal universo) tem seus dois lados. Adoro trabalhar e lidar com os meninos (é assim que os chamo carinhosamente). Eles são práticos, sem muitos rodeios e o principal, raramente levam as coisas para o lado pessoal de forma desnecessariamente passional. O lado ruim é que o mundo masculino passa a não ter segredos para nós mulheres.
Quanto ao trabalho propriamente dito lembro claramente do dia em que assumi em São Paulo. Em pouco tempo estava trabalhando no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, obedecendo a uma escala de 24h por 72h. Os três dias de folga eram uma eternidade. Foi a época em que mais fui ao cinema em minha vida! Não conhecia ninguém em São Paulo fora da Polícia. Meus amigos então eram os meus colegas de trabalho. Havia 07 homens em uma equipe e só eu de mulher. Os “novatos” (denominação mais comum de quem acaba de entrar na polícia) estavam todos longe de casa e da família e odiando viver em São Paulo. Nós nos apoiávamos uns nos outros como verdadeiros irmãos. O meu apartamento se tornou o lugar onde nos reuníamos (com verdadeiro respeito) para cozinhar, assistir um filme ou apenas para jogar conversa fora. Eu me sentia muito feliz ao perceber o quanto era bacana ter amigos homens que te respeitam como ser humano. Alguns desses são meus grandes amigos até hoje.
Não pensem que conheci apenas homens ao longo da minha carreira. Além de conhecer, tive a oportunidade de ser amiga de mulheres que admiro e em quem me inspirei no curso do meu trabalho como policial. Não esquecerei jamais a lição da colega Sandra (ela já tinha mais de 20 anos de polícia) de como conduzir com firmeza e profissionalismo um preso durante uma escolta.
Passei longos 7 anos em São Paulo. No início foi difícil. Como qualquer carioca, eu detestava aquela cidade. Mas, com o tempo pude ver um outro lado de “Sampa”. Descobri o quanto era gostoso caminhar sozinha pela Av. Paulista, alugar uma bicicleta no Parque do Ibirapuera ou apenas tomar um sorvete na Av. São João depois do cinema.
Hoje não deixo ninguém falar mal de São Paulo. Lá fiz meus melhores amigos. Amo aquela cidade! Só tinha um problema: a única possibilidade de se locomover em São Paulo de viatura era andando o dia inteiro com a sirene ligada. Isso estressava de verdade. O trânsito de São Paulo foi um dos fatores que me motivou a voltar para casa.
Foi assim que consegui minha remoção e passei a trabalhar em Niterói. Nesta época, tive a grande alegria de reencontrar meu irmão e amigo Sandro. Inicialmente não tive a oportunidade de trabalhar com ele. Porém, sempre que conseguia, eu fugia do setor em que trabalhava para sair a campo com a turma do GPE (o Sandro era o chefe deste grupo tático). Meu sonho era fazer parte desta equipe, mas o chefe da delegacia não autorizou a minha composição. Até hoje não sei por quê. Após uns dois anos fui trabalhar no Núcleo de Operações. Voltei a fazer o que sempre gostei: Trabalhar na rua. Mas infelizmente era o Sandro quem não estava mais lá no setor. Tive o privilégio de trabalhar com outros grandes policiais. Voltei a fazer investigações, prisões, ou seja, atuei com grande alegria no serviço policial de verdade. Eu adorava tanto estar nas ruas que nem pensava em fazer outra coisa. Sempre senti muito orgulho de vestir a roupa preta característica da Polícia Federal. Sempre foi um orgulho.
Outro fato que marcou minha carreira foi a maternidade. Quando descobri que estava grávida escondi de todos os meus colegas de trabalho e da chefia. Eu temia que isso me afastasse das ruas. Mesmo depois que este fato se tornou público na delegacia, continuei trabalhando até os 6 meses de gravidez normalmente. A partir daí, o meu chefe me obrigou a deixar o Núcleo de Operações. Fiquei triste no início, mas logo percebi o lado bom de tudo isso. Finalmente depois de longos anos consegui trabalhar com o meu grande irmão Sandro. E esta parceria já faz 03 anos.
Hoje, sem demagogia nenhuma, confesso que o Sandro é um dos caras mais bacanas, sensatos e inteligentes com quem já trabalhei na polícia federal. Só quem é chefiado pelo Sandro é capaz de saber do que estou falando e o quanto ele é um grande líder.
Bem, quanto as minhas outras histórias no DPF, precisaria muito mais tempo para contar. O Sandro bem sabe que os acontecimentos de relevância dão tranqüilamente arsenal para um livro.
Até aqui, o que acho importante relatar é que ser mulher na Polícia Federal é como ser mulher em qualquer outra instituição. O respeito é você quem impõe pelos seus atos do dia a dia. A credibilidade é você quem traz também, trabalhando de forma justa, decente, com princípios e acima de tudo com amor àquilo que se faz.
AMO A POLÍCIA FEDERAL!
Sobre este texto
Conteúdo autoral e opinativo, escrito a partir de experiências e leituras pessoais do autor. Reprodução permitida desde que citada a fonte e mantida a integridade do texto.
30 comentários
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Adorei o relato. Sensacional! Que Motivação até para o homens!
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ANP, AQUI VOU EU!!!! Não vejo a hora.
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Mais uma para complementar o elogio: SENSACIONAL!
Pela parte feminina, a gente sempre acaba escutando uma vez ou outra essa história de "se provar" cada vez mais para ser vista "como todo mundo", mas ler de um relato mesmo é como um tapa na cara, ou uma sacudida para a realidade – e não é uma sacudida de medo. É bom, é muito bom.
Pela minha parte, sou paulista, então sou daquelas que defende a cidade com unhas e dentes (apesar do inferno de trânsito!) – mas sei bem como é aterrorizante a cidade para quem é de fora, tenho muitos conhecidos que viera por causa da faculdade e sofreram um bocado com a adaptação no local e tudo o mais.
E sou totalmente de acordo que credibilidade e respeito são noções que não só mulheres, mas qualquer pessoa é responsável por mostrar e provar o quanto tem. E fico sinceramente satisfeita de saber que na Policia Federal não é diferente.
Obrigada pelo relato!
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Parabéns pela conquista!
Achei legal o que falou sobre a ANP. Muitos comentam que quanto maior as notas e menor ou nenhuma a quantidade de 'canetadas' que a gente leva, a gente tem melhores opções para lotação, mas é a primeira vez que dizem que o primeiro lugar pode escolher a lotação mesmo sem vaga. Isso com certeza é uma grande dica.Acredito que muita coisa mudou na ANP. antes eram 7 meses de curso agora sao 4 né?
Falar nisso vou lembrar de por um filtro de linha na mochila quando for, para não ter briga por tomadas.[]s
PS: Você esqueceu de citar seu nome. Mas fica aqui minha admiração pela sua garra e conquista.
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Adorei seu texto. Seu nome vc. esqueceu, mas pode ser tranquilamente O Anjo da Noite em versão feminina.
Por que saber os segredos do mundo masculino seria tão ruim ? fiquei curiosa …..-
Imagino que seja por não ter mais a emoção de tentar descobri os mistérios que rondam a cabeça deles, pois convivendo constantemente juntos como é na Academia, acaba se conhecendo tudo do universo um do outro, digo, dos homens e eles das mulheres… :))
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"ANJO DA NOITE EM VERSAO FEMININA", adorei ler sua historia..sei q e parte dela,mas e muito bela!!! Parabens..
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Show de bola!
É muito interessante acompanhar os relatos do pessoal que já está no DPF!!!Com certeza esse relato é extemamente motivador, não só para a Mulheres, mas tb para nós Homens!!
Parabéns Sandro, parabéns à sua colega tb.
Obrigado!
Abraço.
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Sempre acompanho o blog e estava ansiosa por saber sobre a vida de uma mulher na PF(Já ia mesmo perguntar ao Sandro rsrsrs).
E que alegria senti ao ler esse post. Maravilhoso!
Sempre que passo por aqui aumenta ainda mais a minha vontade de fazer parte desse universo. Fácil não é, mas é impossível não sentir o coração acelerar quando vejo pessoas como o Sandro, como outros APF's que conheço e agora o Anjo da noite em versão feminina falar dessa instituição com tanta paixão.
Quero isso pra minha vida!Abraços
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Tem 4 mulheres que queria relembrar neste post
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Lys Rosita Boeira Locatelli, do Paraná: 4 medalhas de ouro individual e 2 de ouro nos revezamentos;
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Rubia Maria Oliveira Santos, do Distrito Federal: 3 medalhas de ouro e 1 de prata no individual e 2 de ouro nos revezamentos;
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Adriana Pitta Rondon de Souza, do Rio de Janeiro: 3 medalhas de ouro individual e 2 de ouro nos revezamentos;
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Marcia Tamasiro, de São Paulo: 3 medalhas de ouro e 1 de prata no individual e 2 de ouro nos revezamentos;
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Nosso heroísmo no bicampeonato da modalidade nos Jogos Internacionais das Polícias e Bombeiros, competição que reúne atletas de 23 países dos cinco continentes !!! -
"Até aqui, o que acho importante relatar é que ser mulher na Polícia Federal é como ser mulher em qualquer outra instituição. O respeito é você quem impõe pelos seus atos do dia a dia. A credibilidade é você quem traz também, trabalhando de forma justa, decente, com princípios e acima de tudo com amor àquilo que se faz".
Caracas! É de arrepiar!
Beijos Federal!
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Faço minhas as palavras do Petterson. No mais, gostaria de dizer que não somente na PF, mas também aqui o Sandro é motivo de orgulho e motivação, assim como todos da Polícia Federal que desempanham bem o trabalho policial.
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Querida APF ANJA DA NOITE, e prezado Sandro, parabéns pela iniciativa de abrir o espaço para W…Muitos aqui não sabem, mas trabalhei durante 05 anos na DPF/Niteroi com ela e com o Sandro, e posso dizer que a ANJA foi uma das melhores policiais com quem já trabalhei..Posso dizer também que poucos policiais homens trabalham com tanta proficiência e responsabilidade como ela. Já fiz prisões e subi favela em Niterói (Morro do Estado) com ela, sendo que no caso da favela, particularmente, houve troca de tiros e ela, à minha frente na linha, não deu sequer um passo mais vagaroso. Pelo contrário, tive dificuldades em segui-la pelos becos daquele lugar inóspito, pois ela foi pra dentro na velocidade…Desfrutem do relato da ANJA, pois ainda não conheci policial feminina com tamanha capacidade, coragem e honestidade no desempenho de suas funções..Beijos, ANJA….APF BRAVO (ex-GPE/DPF/NRI/RJ)
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APF Bravo,
Meu amigo,
Meu irmão,
Um dos grandes orgulhos que tenho na vida, é ter tido você como parceiro no GPE, na Delegacia e, mais recentemente, no NUMIG.
Você, para mim, é um exemplo.
Um grande cara mesmo
Abraço grande -
Adorei o relato; adoro os comentários, as experiências vividas por vcs Policiais Federais. Este é o meu sonho ser um APF!!!
E posso te afirmar também, EU AMO A POLÍCIA FEDERAL!!!! -
Sandrão, como não estou mais postando naquela comunidade que já conversamos, gostaria que você visse este vídeo.
http://www.youtube.com/watch?v=q21rM03_R18&feature=player_embedded
Show de bola!!
Abraço -
Grande Sandro…Faço minhas suas palavras..Pra mim, foi um orgulho alinhar-me aos compomentes do GPE sob sua coordenação. Foram anos de alegria e aprendizado nesta unidade, cujos ensinamentos carregarei pro resto da vida…Obrigado pela oportunidade…Abração..
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Perfeita "Anjo da Noite Feminina" Amei!
Isso só fez com que meu interesse em entrar na PF almentasse.
Muito Obrigado ^_^ -
Muito foda o teu depoimento!
Vc conhece delegadas federais?
Eu faço direito e é o meu sonho! Queria teu contato, pode ser? Ouvir tua história direito e tal…
o meu msn é: nozinhaeu@hotmail.com -
SEMPRE SONHO SER UM POLICIAL FEDERAL QUERO COMBATER A CORRUPÇÃO DO BRASIL TODO
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Estudando aqui para ser da PF também, bateu um cansaço aí vim até aqui pesquisar um pouco sobre a carreira e ao ver seu depoimento novamente me inspirei, obrigada!
Mas quero mesmo ser perito 🙂 -
Trabalhei como missionária alguns anos atras e era do mesmo jeito, uma casa para várias mulheres e até no trabalho pra Deus tinha uns atritos, muita mulher junta eca…rs então fiquei mais animada ainda pra tentar a Policia Federal, eu estava na dúvida, receio pelo teste físico, psicologico, acho que é muita coisa, temo não conseguir.
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adorei, sonho em entrar na policia federal…
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Amei o texto. Quero estar na academia, quero vestir essa blusa preta, que ser DA POLÍCIA FEDERAL!!!!!! #AMÉM
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Obrigada pelo seu depoimento! Me incentivou mais ainda a ser da PF!!!! De coração, muito obrigada!
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Meu sonho e entra na policia federal,e tenho fé em deus que vou consiguirrrrrrrr.
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Ótimo depoimento, muito empolgante! Sandrão vou entrar na PF e ainda quero trabalhar com vc, nem que seja em uma única missão!
Abs,
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Sandro, existe uma probabilidade de um certame p/ APF em 2014? Tu sabe informar?
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Nossa o seu depoimento me motivou muito, meu sonho é entrar na PF, e eu creio em Deus que vou conseguir.
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