Momentos…
Momentos de solidão,
Completamente cercados de gente.
Gente que não tem nada a dizer, a acrescentar…gente que não lhe diz respeito…
Gente que observa sorrisos…que são distribuídos indistintamente…com o firme propósito de não deixar que elas enxerguem os sentimentos como eles são…na verdade.
Vejo o tempo passar à minha volta,
Vejo crianças se transformando em adultos,
E este mundo louco…cada vez mais sem cabimento…Pronto a engolir todos nós…
Eu…que desde sempre busco sentido para tudo…percebo o quanto essa busca será inócua.
O pior não é ver sonhos incapazes de serem transformados em realidade…
Muito pior…é já não ter sonhos…não para si…apenas para e por outros.
O grande alento é a presença eterna de Deus ao meu redor…
Vejo-o em TUDO o tempo inteiro.
E apenas por ELE, continuo a caminhar, agradecendo por enxergá-lo nos Céus,
No Verde, No mar…
No vento que sopra em meu rosto quando me misturo com a paisagem…
Entretanto…
Ainda assim, uma dor silenciosa ma acompanha,
Cada vez que percebo a intolerância proliferando ao meu redor.
Rebato cada aumento de tom de voz, com a serenidade com a qual nasci…
Chego a sorrir, às vezes, mostrando o quanto a raiva é um sentimento medíocre…
Muitas vezes,
Gostaria de virar éter,
Misturar-me ao infinito do espaço,
Tornar-me uma lembrança apenas…
Mas deve haver uma razão…para tudo
E essa razão…
Foi escrita pelas mãos de Deus…
Sobre este texto
Conteúdo autoral e opinativo, escrito a partir de experiências e leituras pessoais do autor. Reprodução permitida desde que citada a fonte e mantida a integridade do texto.
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Existem momentos em nossas vidas, onde defrontamo-nos com a realidade de nossa existência, e que teremos atravessar situações em que pensamos não suportar. Sentimo-nos sós, na companhia apenas de nossos problemas e não sabemos que rumo tomar, parece uma caminhada pelo deserto, seco e arenoso, onde cada levantar do pés se torna mais difícil a cada passada, muitas vezes afundamos e nossos olhos só enxergam os enormes e inúmeros montes que terão que ser vencidos, nesse momento a existência parece estar sobre nossos ombros.
É difícil imaginar como tribos nômades de beduínos caminham sob o sol abrasador do deserto da Palestina durante o dia e o frio quase insuportável quando a noite cai, é difícil imaginar como é possível encontrar vegetação e fauna na caminhada por aquele deserto, mas é incrível que na aridez do deserto também há vida.
Nosso deserto, vivido a cada dia, pode ser o momento em que Deus está nos dando a chance de olharmos mais atentamente para nós mesmos, para aqueles que nos rodeiam e para Ele. È a chance de valorizarmos tudo aquilo que Ele nos deu. As preocupações diárias nos deixam surdos para as verdades fundamentais, o deserto que Deus nos proporciona pode ser aquele momento de silêncio para que possamos ouvi-lo. E ai então, Ele nos leva a um oásis e nos refresca a alma.
Que assim como as borboletas precisam forçar suas asas para romper seu casulo, tornando-as mais fortes para os vôos da vida, que Deus nos ajude a entender que nossos problemas são oportunidades para ficarmos mais fortes, e que Ele nos dê direção, sabedoria e coragem para enfrentar cada um deles.
Que Deus abençoe a todos..