Intervenção Federal: O que muda no RJ?
surge em horário nobre, informando à nação que o estado do Rio de Janeiro
sofrerá uma intervenção federal na Segurança Pública. Para muitos, seguramente,
um alento. Para outros, uma cortina de fumaça que em nada diminuirá os
verdadeiros problemas que levam à insegurança. Entre eles, a urgente
necessidade de mudar as estruturas das polícias, não apenas do Rio de Janeiro,
mas de todo o Brasil.
da sociedade, a sensação de segurança aumente com a presença de tanques de
guerra e soldados equipados nas principais vias do Estado. Mas assim que as
tropas forem embora, a realidade voltará a bater em nossa porta. Uma polícia
anacrônica, sucateada, com os pés fincados no século XIX, mergulhada em uma
estrutura que não possui similar no mundo e com índices de resolução medíocres,
jamais será capaz de dar à sociedade, a segurança que seria dela por direito.
que estrutura policial do mundo existe a peça investigativa chamada Inquérito?
Um instrumento criado em 1871 e que perdura até os dias de hoje, levando um
desnecessário e burocrático viés jurídico à investigação policial brasileira.
Em que outro país do mundo há necessidade de ser bacharel em Direito, para ser
gestor de investigações? Ciências Policiais são ensinadas nas universidades?
egressos dos bancos universitários chefiando homens e mulheres de inteligência
extrema, com 20, 30 anos de Polícia. As escolas de oficiais das Polícias
Militares são mantenedoras dos abismos sociais que encontramos no cotidiano,
dentro dessas instituições de segurança. E há pouco tempo, de uma maneira quase
surreal, determinou-se a necessidade do indivíduo ser bacharel em Direito para
pleitear uma vaga de oficial. Um verdadeiro retrocesso, na já combalida
estrutura da PM.
querem esconder de vocês, que leem este texto, é que os tempos mudaram. Polícia
hoje deve ser aliada da tecnologia. Precisa de objetividade e celeridade.
Coisas que a estrutura policial atual será capaz de fornecer. Como na maior
parte do mundo, é mais que necessário que todas as polícias do Brasil tenham
uma única porta de entrada. A meritocracia deve ser a referência para a ascensão
profissional. A manutenção do modelo atual, beneficia apenas aqueles que querem
fazer pose para a foto. Uma rápida olhada nas estatísticas mostrará que nossos
índices comprovam que estamos no caminho errado.
intervenção militar e a tentativa dos generais e demais oficiais do Exército de
trabalhar contra a corrupção policial. Não será fácil. Não será simples.
Principalmente em se tratando de uma mera cortina de fumaça.
Sobre este texto
Conteúdo autoral e opinativo, escrito a partir de experiências e leituras pessoais do autor. Reprodução permitida desde que citada a fonte e mantida a integridade do texto.
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Vamos Falar do Decreto de intervenção Federal.
Dentro da atual gestão de governo a intervenção é pior do que trocar seis por meia dúzia. Ninguém foi surpreendido com a intervenção desde os idos de 1992 com inúmeras tentativas (disfarçadas de operações envolvendo as Forças Armadas foram executadas), vendo o que se passou no carnaval, as chamadas operações de GLO, Na Rocinha, Maré, Salgueiro, etc… Foi semelhante a um grande ensaio técnico que ninguém apresentou os quesitos, e os gastos foram de mais de 300 milhões.
Na maré por sua vez ninguém apresentou resultados substantivos, ou sequer os resultados de eficácia, eficiência ou efetividade, do emprego das forças armadas no suporte as polícias civil e militar no RJ.
O que assistimos no Estado do RJ é a substituição do arroz com feijão da segurança pública, que é o que funciona (não é a invenção da RODA), por operações policiais, sobe e desce morro, com grande teatralidade operacional, com grande rendimento político, eleitoral , com efeito mediático, mas pouco efeito no cotidiano. Não será com esse efeito de espanta baratas, como sobe e desce morro para chamar atenção, como a síndrome do cabrito articulada, agora usando as forças armadas que tem plena consciência da sua incapacidade de agir como polícia, onde o decreto servirá de salvo conduto para transferir seus erros para a justiça militar.
Esse jogo não tende a mudar, a população do RJ e suas comunidades precisam ter essa informação, tem alguém enganando alguém; ou o governador passou a perna nas polícias, ou as polícias fizeram um by pass no governador.
Por uma questão simples que a população precisa saber, semanas atrás a Polícia Militar fez um planejamento, seminário com apoio do Viva Rio na FIRJAN, sobre a polícia do futuro.
Presentes estavam inúmeras autoridades, Ministro da defesa inclusive, e semanas depois são pegos de surpresa com a intervenção federal ?
Não se trata de um efeito especial de escolas de samba que ninguém sabe e não viu…. Quem passou a perna em quemm?
Foi o governador que entregou o RJ de porteira fechada, porque quem abre mão da segurança, abre mão da governabilidade,(renuncia e deixa os militares no controle), que por sua vez falando alto e gritando forte que as polícias vão funcionar…
Das Forças Armadas, polícia federal ou os guardas da esquina, não tem dispositivos internos ou externos de governabilidade.
Se tornam funcionais, por camaradagem com pedidos de por favor trabalhe ali na esquina.
O Ministério Público tem um termo de ajustamento de conduta que está há 2 Anos cobrando o plano de segurança e de ajustamento, ações estruturais e sistêmicas, para reduzir as mortes de policiais e de civis, nisso os prazos estão vencendo e o governo e o governador nada fez.
Por Sua vez a defensoria pública do RJ tem uma ação por perdas e danos, para evitar a matança como proposta substantivas, para não cairmos nessa forma fácil de achar que a espada sozinha resolve, tendo em vista que, vai cortar para todos os lados. Vamos pensar juntos em prol da nossa CIDADE.